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O Sequestro da Princesa Clau de A e um interessante histórico...



Para o bem e para o mal, com o advento da internet nossos passos digitais não se apagam, estão por aí, prontos para serem encontrados. Como o caso que compartilho com vocês e que me chamou a atenção pelas coisas, que a meu ver, tornaram-se interessantes nesse caso.

Lá pelas bandas de 2010 (o que não é tanto tempo assim), dentre tantas outras ideias para blogs, por um breve período curto espaço de tempo tentei manter um blog que seria dedicado aos livros fora dos grandes radares. Aqueles fora da modinha (ou nela), mas sem grandes espetáculos midiáticos ou presença nas listas de mais vendidos. É nesse contexto que entra este histórico interessante relacionado ao livro O Sequestro da Princesa Clau de A, uma obra que li há muito, muito tempo atrás.

Pois bem, acontece que como a maioria de muitas ideias para blogs que tive, esta foi abandonada, e, há muito tempo eu também a tinha esquecido. No entanto, dia desses mexendo em minhas antigas contas, fui dar um espiada na do Outsellerbooks. Para minha surpresa, a despeito de meu abandono, algumas "resenhas" de livros lá publicadas contaram com uma sequência de debates, que hoje, inclusive me surpreenderam. É o caso da publicação que fiz sobre o livro O Sequestro da Princesa Clau de A, de Fábio Tanaka. No post com mais de 1.000 visualizações, se estabelece também um debate com a participação do próprio Fábio, e tudo que se seguiu me pareceu muito interessante e acima de tudo, relevante.

Por isso, abaixo transcrevo meu texto (com algumas correções, original aqui) e o debate que se desenvolveu a partir dele, e ainda que o blogueiro tenha abandonado o projeto, aquele post permaneceu vivo, Vamos ao histórico:

Livro: O seqüestro da Princesa Clau de A, 100 pg 1996 
Editora: Editora Didática Paulista, Coleção Novos Caminhos 
Autor: Fábio Tanaka 

Este livro me trouxe surpreendentes revelações. A mais assustadora é que as professoras possivelmente não leem as obras das bibliotecas da escola, fizessem isto, certamente não iriam permitir um aluno da sexta série ler este livro. Não que isto seja algo que prejudique a qualidade do mesmo, mas duvido que pais zelosos permitam seus rebentos próximos dos dez anos lerem conteúdo onde as insinuações sexuais surgem em diversos momentos, como na floresta da libido, o ataque das ninfomaníacas, na aparição de fadas taradas, ou no explícito desejo de Conde Marcondes possuir a raptada princesa Clau de A. É justamente este sequestro que leva ao prometido da moça, Edevilson, e seu amado samurai Tak,  a uma jornada em busca de sua libertação. Edevilson movido por seus interesses e Tak por seu amor percorrem uma terra de criaturas estranhas, ataques de monstros, e lutas e ação em boa dose. A narrativa é feita com velocidade e a cada capítulo podem ocorrer mudanças e viradas de jogo em páginas que misturam sensualidade, aventura, e muita ação. Creio que dificilmente se encontre este livro em livrarias, pois foi feito para as bibliotecas escolares, mas quem conseguir um exemplar terá momentos de diversão, e, totalmente sem noção, num enredo clássico da jornada do herói, mas contado de uma forma muito peculiar e irreverente.

*SIC: tenho de confessar que meu texto melhorou um cadinho nos últimos cinco anos. Abaixo seguem os comentários do post:

8 comentários:

  1. Olá, Douglas, interessante resenha!

    Concordo com você e, na época, eu também não entendia de que forma um livro como "A Princesa..." tivesse ido fazer parte da tal Coleção Novos Caminhos. Mas é claro que não me importei, pois o que eu desejava mesmo era ter a minha estória publicada.

    O livro foi publicado em 96, no entanto esta é a primeira vez que faço uma busca dele pela internet. Por que será? Genuíno desinteresse talvez... Saudosa e estranha sensação saber que ele ainda está sendo lido em algum canto do mundo.

    Fábio
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    Respostas


    1. Olá Douglas,

      Li este livro aos 11 anos, por recomendação de um querido colega e amigo. Apesar de termos gostado do livro, ficamos muito impressionados por encontrá-lo em uma biblioteca escolar.
      Este livro meio que se tornou um marco de nossa adolescência e ainda hoje quando relembramos esta época, com freqüência, citamos o livro o Sequestro da princesa Clau de A.

      Encontrei este blog durante uma pesquisa sobre o livro, que pretendo dar de presente de formatura à este meu amigo e lendo os comentários vi que o próprio autor havia comentado o artigo, então surgiu a ideia de tentar conseguir o autógrafo para o livro que comprei.

      Então, caso você Douglas, ou alguém por aqui tiver notícias sobre o autor, ou souber como contatá-lo, peço encarecidamente que me avisem.

      Obrigado.

      Claudia Nunes
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    2. Olá Douglas,

      Li este livro aos 11 anos, por recomendação de um querido colega e amigo. Apesar de termos gostado do livro, ficamos muito impressionados por encontrá-lo em uma biblioteca escolar.
      Este livro meio que se tornou um marco de nossa adolescência e ainda hoje quando relembramos esta época, com freqüência, citamos o livro o Sequestro da princesa Clau de A.

      Encontrei este blog durante uma pesquisa sobre o livro, que pretendo dar de presente de formatura à este meu amigo e lendo os comentários vi que o próprio autor havia comentado o artigo, então surgiu a ideia de tentar conseguir o autógrafo para o livro que comprei.

      Então, caso você Douglas, ou alguém por aqui tiver notícias sobre o autor, ou souber como contatá-lo, peço encarecidamente que me avisem.

      Obrigado.

      Claudia Nunes
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  2. Prezados!
    Esta publicação de 1996. A primeira. Eu tive o privilégio de ser presenteado pelo Fábio Tanaka (japon), cujo livro li com maior prazer. Verdadeiramente adorei a história e com isso a imaginação me fez transportar para um mundo de sensualidade e desejos, seja de libertação ou de poder.
    O título do livro já diz por si; a criatividade do autor. Uma maravilhosa fantasia que só na cabeça de um jovem iniciante brotaria essa empolgante e divertida história.
    Vale a pena ler.
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  3. Olá Douglas,

    Li este livro aos 11 anos, por recomendação de um querido colega e amigo. Apesar de termos gostado do livro, ficamos muito impressionados por encontrá-lo em uma biblioteca escolar.
    Este livro meio que se tornou um marco de nossa adolescência e ainda hoje quando relembramos esta época, com freqüência, citamos o livro o Sequestro da princesa Clau de A.

    Encontrei este blog durante uma pesquisa sobre o livro, que pretendo dar de presente de formatura à este meu amigo e lendo os comentários vi que o próprio autor havia comentado o artigo, então surgiu a ideia de tentar conseguir o autógrafo para o livro que comprei.

    Então, caso você Douglas, ou alguém por aqui tiver notícias sobre o autor, ou souber como contatá-lo, peço encarecidamente que me avisem.

    Obrigado.

    Claudia Nunes

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  4. Eu amo esse livro... Eu li ele quando eu tinha 11 anos e hoje com 26 anos ainda lembrooo da historia.....
    foi o livro q eu nunca esqueci...
    lembro quando eu li a primeira vez eu embarquei na historia como se fosse comigoo...
    muito bommm esse livro!!

    Um dia vou ler para minhas filhas!!!
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  5. E aí, Fábio, beleza? Aqui é o Pedrão, lá da facul (FAM), lembra de mim? Bom, eu lembro e me lembrei de você esses dias justamente porque escrevi um livro e estou na procura de editoras e parceiros para publicá-lo. Me recordei do seu livro, que li, gostei e tive o prazer de estar na festa de lançamento. Como você, o meu livro também é um romance de ficção e uma grande paródia, a diferença é que minha história leva a "roupagem" de alienígenas e a sua de um conto de fadas, ou, de princesas. Me diverti muito com seu livro, me lembro. Espero que um dia, se te interessar, possa ler o meu e também se divertir, o título será "ADUÇÃO" (com um subtítulo ainda indefinido), e meu pseudônimo PEDROOM LANNE. Se puder, me adicione no Twiiter @pedroomlanne ou no Facebook: NOLL QUANTICUS que é a página do personagem do livro. E o resto da galera? Tem contato com o Lúcio, e aquele outra camarada grandão que me fugiu o nome? E lá se vão 18 anos, hein... Abraços...
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  6. Pedruki! É claro que me lembro de você! Escritor, meu caro?! Que surpresa!
    Moro no Japão desde 2000, mas encontrei o Lúcio há uns 2 anos quando estive por aí... Vou te procurar no Facebook!

    Qualquer coisa, meu e-mail: fabio_trust@live.jp


Talvez seja apenas o olhar de um interessado na literatura e curioso com as coisas do mundo, mas algo neste histórico me atrai. Vejamos o tom da mensagem (de certa melancolia) do próprio Fábio em tom confessional sobre o desejo de publicação inerente ao autor que se contrapõe depois com o "genuíno desinteresse". Isso é um bocado interessante, e naqueles dois parágrafos de comentários poderíamos abrir um longo debate sobre a feitura da literatura.

Da mesma forma, o próprio Fábio Tanaka completa "Saudosa e estranha sensação saber que ele ainda está sendo lido em algum canto do mundo". Vejamos o tom de surpresa de um autor que teve sua obra publicada, mas talvez sem ter conhecimento de todos seus leitores. Um autor que provavelmente abandonou a arte da escrita e cujas palavras soam um tanto decepcionadas (isso é uma sensação muito pessoal). E, de fato, a sequência revela o surgimento de outros e outras leitores e leitoras da obra, e, mais que isso, pessoas que falam sobre a presença daquela obra (morta sob o ponto de vista do próprio autor) em suas vidas. Não tinha como esse fato não me chamar a atenção. Eis aí um exemplo do poder da literatura, independente do tamanho e da repercussão de um livro, haverá para ele sempre um grupo de leitores. Alguns, inclusive, marcados fortemente por sua leitura, independentemente da fama da própria obra. Ao ver essa inesperada repercussão, no ato, a minha crença na relevância da escrita tomou ainda mais fôlego, porque vi nesse exemplo uma mensagem tão cheia de significados, e assim, resolvi compartilhar aqui. Talvez esse novo post encontre outros leitores dessa obra, ou leitores de outras obras que não estão na ponta da língua de uma multidão, mas que ainda assim cativam leitores, leitores que jamais se esquecem de suas leituras.


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