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As leituras de 2015



Sempre nesses períodos de final ou início de ano é quando tiramos um tempinho para avaliarmos e planejarmos nossas coisas, seja nas finanças, no trabalho ou então em nossas vidas como leitores. Essa sobre essa última questão de que se trata esse texto, pois aproveito para realizar um breve e pequeno balanço de minhas leituras no ano que se passou, 2015. E no meu caso não foi um ano de poucas leituras, mais de 90 obras lidas entre meus compromissos para com o Listas Literárias, para com a universidade ou para meu prazer de leitor, apenas. Mas muito mais do que quantidade, foi um ano de boas, ótimas e também péssimas leituras visto que sou receptivo a conhecer qualquer tipo de novo material, alguns me surpreendem, outros não. Além disso, caso tenham uma conta no Skoob, lá vocês também podem comprovar  pela minha estante o quão eclética são minhas leituras. Mas indo direto ao assunto, a ideia aqui é apenas compartilhar algumas das leituras que chamaram minha atenção em 2015, dentre tantos ótimos lançamentos do ano.

Antes de falar de alguns lançamentos, 2015 foi um ano que pude botar em dia algumas leituras que fazia tempo, estavam em minha lista, como o caso de A Dança dos Dragões e o Festim dos Corvos completando as crônicas de Martin, e claro, aumentando a tensão pelo desfecho da obra. Além destes dois livros, no campo da fantasia, ao longo do ano outra obra que me chamou muito a atenção foi Jonathan Strange & Mr. Norrel, de Suzanne Clarke, que a meu ver é uma das melhores obras já escrita no gênero, principalmente por sua prosa primorosa e sua narrativa que delicia o leitor. Também próximo da fantasia, contudo um romance único, outra grande leitura foi O Gigante Enterrado, de Kazuo Ishiguro, um romance sobre a seletividade da memória e especialmente sobre a intolerância entre os povos; Dentre os livros estrangeiros ainda destaco a boa safra dos thrillers (gênero que gosto muito) com o ótimo O Voo da Libélula do francês Michel Bussi, e A Garota do Trem e o Colecionador de Peles, além do ótimo O Inquisidor. Entre os grandes romances estrangeiros vale ainda falar da nova obra de Umberto Eco, Número Zero que aborda com bastante crítica o (mau) jornalismo, e ainda Te Vendo Um Cachorro, de Juan Pablo Villalobos que além de ser um retrato contemporâneo do México, carrega na ironia e no humor, fatores que agradam muito na obra.

No campo da literatura nacional também foi um ano interessante em que me dediquei a alguns clássicos como Macunaíma, O Quinze, Os Ratos e o relançado A Hora dos Ruminantes de José J. Veiga que me rendeu um ensaio para a faculdade e me apresentou a bela obra do autor. Mas não só de leituras antigas se fez minha biblioteca de 2015 e tive a oportunidade de conhecer um bom número de trabalhos de autores da nova geração brasileira de escritores, como excelente Que Fim Levou Juliana Klein? de Marcos Peres, obra que "brinca" com os limites do gênero policial e do romance num livro muito inteligente e audacioso. Audácia também é Desesterro, de Sheyla Smanioto, obra vencedora do Prêmio Sesc de Literatura e que reacende velhas escolas literárias numa obra cheia de fôlego. Além destes, Só Faltou o Título, de Reginaldo Pujol Filho é outra obra de destaque por sua qualidade literária.

Enfim, aqui apenas esboço um pouco de minhas leituras cujas melhores estarão sendo postadas em meu outro blog, o Listas Literárias. E nesse breve balanço o que fica é que 2015 foi um ano em que tive a oportunidade de conhecer uma série de autores que desejava conhecer, além de encontrar ótimos novos nomes da nossa literatura.

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