Como sabem os visitantes deste blog, o autor é mais um candidato na lista de espera para tornar-se um escritor, publicado e reconhecido. Somos muitos, e poucos chegarão lá. Eu espero estar no seleto grupo, mas enquanto este dia não vem, analiso constantemente o mercado editorial buscando respostas para a dificuldade do surgimento de novos escritores.Já li variadas análises, mas neste post gostaria de abordar um dos tantos motivos porque esta batalha no Brasil, é ainda mais árdua.
A resposta é simples. O brasileiro não lê livros. E quando lê, são poucos exemplares. Um levantamento feito pela ANL, revela que apenas 7.47% da população brasileira adquire livros não-didáticos.A média gasta por ano nesta modalidade de leitura é de apenas R$ 11,00 por ano. Números assustadores.
Então como culparmos as editoras por não gastarem suas fichas em escritores novatos. Envolver todo um departamento editorial numa aposta que pode vir a dar certo, ou não. Parece ser pedir muito, num cenário tão desalentador como este. Se não há compradores, como criar novos produtos? Eis uma questão para refletirmos.
Começo a pensar que é vital a união dos esforços de todos os envolvidos, inclusive nós, autores em busca de um lugar ao sol. Nossas chances aumentariam bastante, se o consumo de produtos literários fosse maior. E nem falo aqui das contribuições da literatura para os próprios leitores. O fato é que urge a necessidade de ampliar o acesso a literatura. Talvez o Vale Cultura auxilie este processo, mas seria interessante que destinasse parte destes recursos para a compra de produtos literários, senão apenas os cinemas saírão lucrando com o programa
.Está na hora de escritores, editores, e governos encontrarem uma forma de estimular a leitura. Só assim veremos nossos talentos brilharem nas páginas impressas de um belo livro.
.Está na hora de escritores, editores, e governos encontrarem uma forma de estimular a leitura. Só assim veremos nossos talentos brilharem nas páginas impressas de um belo livro.