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Um motivo, entre tantos porque é dificil publicar um livro

Como sabem os visitantes deste blog, o autor é mais um candidato na lista de espera para tornar-se um escritor, publicado e reconhecido. Somos muitos, e poucos chegarão lá. Eu espero estar no seleto grupo, mas enquanto este dia não vem, analiso constantemente o mercado editorial buscando respostas para a dificuldade do surgimento de novos escritores.Já li variadas análises, mas neste post gostaria de abordar um dos tantos motivos porque esta batalha no Brasil, é ainda mais árdua.

A resposta é simples. O brasileiro não lê livros. E quando lê, são poucos exemplares. Um levantamento feito pela ANL, revela que apenas 7.47% da população brasileira adquire livros não-didáticos.A média gasta por ano nesta modalidade de leitura é de apenas R$ 11,00 por ano. Números assustadores.

Então como culparmos as editoras por não gastarem suas fichas em escritores novatos. Envolver todo um departamento editorial numa aposta que pode vir a dar certo, ou não. Parece ser pedir muito, num cenário tão desalentador como este. Se não há compradores, como criar novos produtos? Eis uma questão para refletirmos.

Começo a pensar que é vital a união dos esforços de todos os envolvidos, inclusive nós, autores em busca de um lugar ao sol. Nossas chances aumentariam bastante, se o consumo de produtos literários fosse maior. E nem falo aqui das contribuições da literatura para os próprios leitores. O fato é que urge a necessidade de ampliar o acesso a literatura. Talvez o Vale Cultura auxilie este processo, mas seria interessante que destinasse parte destes recursos para a compra de produtos literários, senão apenas os cinemas saírão lucrando com o programa

.Está na hora de escritores, editores, e governos encontrarem uma forma de estimular a leitura. Só assim veremos nossos talentos brilharem nas páginas impressas de um belo livro.

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Uma boa revolução, no campo e nos refeitórios escolares

Pode-se dizer que uma verdadeira revolução ocorre nestes tempos de organização dos cardápios da merenda escolar que estão sendo preparados para o 1º semestre de 2010. Tudo isto por causa do artigo 14, da Lei nº 11.947/2009. Este artigo estabelece que 30% dos produtos da alimentação escolar sejam adquiridos da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural, que posteriormente é regulamentado pela Resolução Nº 38, de 16 de julho de 2009, do FNDE. É justamente neste item que se faz a revolução. Primeiro porque demanda na organização dos agricultores familiares, e abre uma nova fonte de receitas para as famílias rurais. Em segundo está a dispensa de licitação e eliminação de atravessadores que garantem ao produtor um preço melhor e a valorização de sua atividade. No entanto nem só o agricultor é beneficiado, pois os alunos que usufruem da alimentação escolar estarão recebendo um produto com procedência e qualidade. Do modo antigo, o processo licitatório muitas vezes era vencido por fornecedores de fora do município, o que levava a frutas, verduras, e legumes percorrerem um longo caminho, o que com a possibilidade criada pela nova legislação será encurtado, saindo direto das propriedades, para a cozinha das escolas. Um produto mais jovem, mais fresco, com muito mais qualidade. Obviamente tudo é muito recente, e tanto municípios e agricultores estão buscando se adequar ao novo programa. No caso de Pantano Grande, a discussão se iniciou ainda em 2009, em novembro com a realização de um seminário que reuniu entidade articuladora, gestores, assistência técnica, controle social e agricultores. O envolvimento de todas estas entidades auxiliou no amadurecimento e no melhor conhecimento sobre o programa, e decorrente disto, já no primeiro semestre, agricultores do município serão beneficiados com esta nova alternativa de renda fornecendo sua produção para a alimentação escolar. O que não deverá ser diferente, nos demais municípios, do estado e do país, visto que esta verdadeira revolução silenciosa que ocorre no campo e nos refeitórios escolares avançará a cada semestre, pois tenho a convicção que o patamar de 30% é uma referência mínima, pois estando a agricultura familiar organizada seja para o oferecimento de produtos in natura, ou agroindustrializados através dos empreendimentos familiares rurais, seu potencial de fornecimento supera este índice. Nem só de tristezas vive nossa agricultura e a conquista deste programa é um verdadeiro marco, cujos frutos em breve poderão ser colhidos. E com mais sabor.