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Por uma educação mais justa



Estive nesta tarde numa das 150 escolas do Rio Grande do Sul que estão ocupadas por seus alunos, O Instituto de Educação Assis Brasil, de Pelotas-RS. A Visita, realizada por uma de minhas turmas da graduação na Universidade, foi justamente para observar o movimento, compreender os estudantes, que a grosso modo nada mais querem do que aquilo que a Constituição lhes garante como direito: educação.

Foi interessantíssimo ver como eles estão organizados (embora não haja autorização para ingressar no interior da escola), como se mobilizam para sustentar a ocupação com recursos, alimentos, turma de trabalho. Há inclusive um documentário sendo produzido por eles mesmos, enquanto oficinas são realizadas durante a semana. Relataram ainda do apoio das famílias e de parte dos professores e direção. Também buscaram sempre salientar a organicidade do movimento e a desvinculação com movimentos políticos e sindicais, que segundo alguns deles tem gerado ruídos no movimento. Enfatizaram em muitos momentos o fato de estarem observando questões legais e o fato de ser um movimento pacífico.

Tudo isso deve nos fazer olhar a este jovens. São nossos estudantes, estudantes de um sistema que não os privilegia de forma alguma, e pela coragem destes meninos e meninas, é importante ressaltar que a despeito de qualquer crítica, é um movimento válido. Além disso, é um movimento justo e necessário, porque o que ouvimos deles não deveria exigir grandes esforços, pois o que eles pedem é que os tetos de sua escola não caiam colocando professores e estudantes em risco; que não seja necessário que os próprios alunos auxiliem em tarefas como servir a merenda porque falta recursos humanos para a escola. Em síntese, podemos perceber que tais ocupações nada mais é que o fruto de anos de descaso com a estrutura educacional brasileira. Dessa forma a mensagem no cartaz é clara, inequívoca: os estudantes querem apenas justiça.



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